Auto-Hipnose

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Tópicos

  • INTRODUÇÃO
  • O QUE É HIPNOSE?
    • Conceitos e Definições
  • OS 5 PASSOS DA AUTO-HIPNOSE
    • 1. Intenção
    • 2. Preparação
    • 3. Aproveitamento
    • 4. Sugestões
    • 5. Saída
  • COMO SABER QUE ESTÁ HIPNOTIZADO?
  • CONSIDERAÇÕES FINAIS
    • Com que frequência se deve praticar auto-hipnose?
    • Qual é o melhor horário do dia para praticar auto-hipnose?
    • Por quanto tempo devo permanecer em auto-hipnose?
    • Você recomenda utilizar gravações prontas ou fazer minha própria gravação para praticar auto-hipnose?
    • Devo repetir as sugestões em voz alta ou só mentalmente?
    • E se eu não puder ficar na posição do faraó no momento, o que eu faço?
  • RECOMENDAÇÕES
  • CONCLUSÃO
  • NOTAS


INTRODUÇÃO

É aceito entre a maioria dos estudiosos e profissionais que lidam com a hipnose que, “toda hipnose é, em última instância, auto-hipnose!”. Mas pra início de conversa, o que é hipnose?

A minha explicação para essa pergunta visa ser a mais simples possível, (afinal, como costumo dizer: “o simples é mais funcional!” 😉), logo, minha explicação sobre o que é a hipnose é: “hipnose é um estado alterado de consciência!”.


O QUE É HIPNOSE?

Para entendermos mais facilmente esse negócio de “estado alterado de consciência”, vamos tomar quatro exemplos simples, básicos e que, acredito eu, a maioria de nós já experimentou alguma vez na vida.

  • Você já viajou na maionese?
  • pirou na batatinha?
  • Já foi para o mundo da lua?
  • Já ficou pensando na morte da bezerra?

Se respondeu “sim” para uma ou mais dessas perguntas, você já experimentou o estado alterado de consciência (hipnose)!

Esses quatro pontos aí acima são apenas quatro formas ordinárias, comuns, populares para designar o que aqui chamo de “hipnose”. A única diferença que faço entre “hipnose” e os quatro termos acima, é que quando ocorre um desses quatro (ou ainda outros que não mencionei aqui), costumo dizer que houve um “desperdício de oportunidade e potencialidade mental”; quando ocorre a hipnose, — seja ela auto ou hétero induzida —, estamos decidida e oportunamente dando direcionamento, objetificando essa potencialidade mental que naturalmente temos a nosso dispor.[1]

A hipnose é algo totalmente normal e natural do e/ou no ser humano. Todo ser humano nesse mundo já experimentou e/ou experimenta hipnose no mínimo três vezes por dia, (isso se tomar apenas um banho no dia), todos os dias.

“Mas Samej, como assim, ‘se tomar um banho no dia’… quer dizer que eu tomo banho hipnotizado?” — alguém (você?) pode me perguntar.

Sim, é isso mesmo. Quando estamos tomando banho, geralmente nossa consciência está alterada. Afinal de contas, quem é que, (sem ter um braço ou perna engessado, por exemplo) tomando banho, fica prestando atenção conscientemente?

“Agora vou pegar o sabonete com a mão direita, e lavar o antebraço esquerdo… agora passo o sabonete para a mão esquerda e lavo o antebraço direito…”

Acredito que nosso banho é bem diferente disso! Rsrsrs
Durante nosso banho, nosso corpo está efetuando os movimentos aprendidos anos atrás para nos lavar, enquanto nossa mente está livre para vaguear e se ocupar com coisas mais “importantes”, como relembrar os detalhes estudados para a prova que se aproxima, na falta de resposta da mensagem que foi enviada mais cedo, nas contas à pagar (Putz! É pra pagar depois de amanhã!). Quando você se dá conta, já terminou o banho e está praticamente vestido(a)!

As outras duas vezes, são as ocasiões em que dormimos e acordamos. E antes que façamos confusão com o estado de sono, lembre-se que hipnose é um estado alterado de consciência, e não de in/sub ou ausência de consciência! 😉
Logo, quando estamos adormecendo, digamos que a metade do caminho entre o acordado e o dormindo, (quando ainda não dormimos, mas já estamos mais pra lá do que pra cá), e quando estamos acordando (não estamos adequadamente acordados, mas já não estamos mais dormindo, geralmente aquele momento em que queremos dormir mais cinco minutinhos), passamos por hipnose!

Conceitos e Definições

Atualmente a Wikipedia já não é mais tão confiável quanto já foi anos atrás, porém, ainda é possível peneirar alguma coisa boa de lá. e uma dessas coisas boas são os conceitos sobre o que é hipnose segundo algumas personalidades e/ou instituições. Ei-las aí abaixo:

  • Segundo Milton H. Erickson:
    “Suscetibilidade ampliada para a região das capacidades sensoriais e motoras para iniciar um comportamento apropriado.”
  • Segundo a American Psychological Association — (1993):
    “A hipnose é um procedimento durante o qual um pesquisador ou profissional da saúde, sugere que um cliente, paciente ou indivíduo experimente mudanças nas sensações, percepções, pensamentos ou comportamento.”
  • Segundo o Dr. Sydney James Van Pelt — (1949):
    “Hipnose é uma super concentração da mente. Normalmente a mente se ocupa de vários estímulos ao mesmo tempo; no estado de hipnose, a concentração se dá apenas em uma única coisa, mas em um grau mais elevado do que o estado comum.”

Uma boa frase de Milton H. Erickson sobre comunicação efetiva, é esta:

“(…) já passa da hora de entender que a necessidade de reconhecer que uma comunicação com sentido pleno necessita substituir verborreias repetitivas, sugestões diretas e comandos autoritários”

Milton Erickson (Itálico por Samej Spenser)

O psicólogo, professor e hipnoterapeuta Rogério Castilho tem uma definição sobre hipnose que, particularmente, é uma das melhores que já vi, e esta é a definição dele:

“Hipnose é um processo que leva a um estado modificado de consciência de maneira natural ou induzida; e quando induzida, é com um objetivo específico.” (…) Essa é a minha definição longa; a minha definição curta é: “Hipnose é toda comunicação que altera comportamento.”[2]

Rogério Castilho

Uma apresentação sobre como se aprende a hipnotizar que, particularmente falando, acho muito legal, foi dada no livro Guia Prático de Hipnose, do espanhol Horacio Ruiz, publicado no Brasil pela Editora Madras.

“(…) Hipnotizar se aprende, é um processo psicológico que não requer qualidades sobre-humanas do hipnotizador. É uma técnica que pertence aos funcionalismos perceptuais motores. Como dirigir um carro ou ligar uma máquina de lavar. Claro que mais delicado, porque vai funcionar com a mente das pessoas. De modo que você pode ser um hipnotizador. A partir de então, terá de ver se consegue ser um bom hipnotizador, como acontece em qualquer atividade ou técnica que se aprende.

Para o conhecimento da hipnose não há atalhos. A natureza não dá saltos. Você precisa caminhar pouco a pouco, aprendendo bem, praticando tudo o que for aprendendo, cometendo erros e corrigindo-os. É uma técnica, não magia.

Qualquer pessoa pode aprender hipnotizar? Em princípio, a resposta é sim. Hipnotizar é uma técnica como qualquer outra. Para aprender a dirigir, por exemplo, precisamos de preparação teórica e prática. Aprender a hipnotizar requer o mesmo processo teórico e prático. Obviamente, haverá pessoas com mais facilidades que outras. Quase todo mundo pode dirigir um carro, mas nem todos participam de corridas.”

Horacio Ruiz, em “Guia Prático de Hipnose”, pp. 98-99.
(Itálicos por Samej Spenser)

Em outro trecho interessante desse livro, o autor apresenta o seguinte:

“Considero a hipnose (…) um método amplificador ou potencializador de habilidades psicológicas.”

Horacio Ruiz, em “Guia Prático de Hipnose”, pág. 15.

Como disse anteriormente, acredito que “a hipnose é natural e normal do e no ser humano!”. E após a leitura da introdução do livro “Hipnose não existe? Monstros e varinhas de condão”, de Steven Heller, Ph.D. e Terry Lee Steele, da Editora Madras, passei a crer ainda mais nessa minha afirmação. O trecho específico que me levou a isso, foi esse aqui:

Agora, li Heller e Steele e percebi que uso “hipnose” o tempo todo, mesmo sem saber. Mas, então, parece que todo vendedor, advogado, político, policial, marido e mulher discutindo usam “hipnose” tão bem como sabem usar e, em muitos aspectos, o mundo é um circo com grupos rivais de hipnotizadores tentando hipnotizar uns aos outros.

Robert A. Wilson, em Hipnose não existe?, pág. 16.
(Itálico por Samej Spenser)


OS 5 PASSOS DA AUTO-HIPNOSE

Sabendo que a hipnose faz parte do ser humano e que é plenamente capaz de nos proporcionar mais e/ou melhores condições para fazer mais rápido ou melhor o que já teríamos condições de fazer sem ela, é preciso saber como utilizá-la. Para isso, gosto de apresentar a prática da auto-hipnose em cinco passos, sendo eles a Intenção, Preparação, Aproveitamento, Sugestões e Saída.

Como qualquer outra coisa que façamos, é preciso respeitar determinadas ordens e evitar “colocar o carro na frente dos bois”. Então vejamos cada passo individualmente, em ordem de importância e aplicação. 😉

1. Intenção

Por quê você acorda cedo todas as manhãs? Qual é o objetivo, a intenção (consciente) que te motiva a fazer cada uma das coisas que faz no seu dia-a-dia?

Independente das respostas (em sem entrar no mérito de certo e errado, boas ou más respostas), saiba você ou não, cada ação tem uma motivação, uma intenção, e é esta intenção que te leva conquistar seus objetivos.

O dicionário online Priberam traz os seguintes resultados para o termo “intenção”:

IN·TEN·ÇÃO:
(latim intentio, -onis) substantivo feminino
1. Resultado da vontade depois de admitir uma ideia como projeto. = DESÍGNIO, INTENTO, PROPÓSITO, TENÇÃO

2. O que está planejado ou se pretende alcançar (ex.: boas intenções).

3. Pensamento reservado (ex.: ninguém conhece as suas intenções).

4. [Literatura] Vontade ou projeto atribuído ao autor de uma obra literária na sua criação.[3]

O Dicio, Dicionário Online de Português nos apresenta também alguns sinônimos:

Intenção é sinônimo de: desígnio, finalidade, intento, propósito, tenção, desejo, vontade.[4]

O que você quer alcançar com a auto-hipnose? O que você gostaria que a auto-hipnose te ajudasse a fazer melhor do que você já faz sem ela? Aprender um novo idioma, melhorar seus hábitos alimentares, beber água com mais frequência, eliminar um vício, aumentar a retenção do conteúdo estudado…
As possibilidades de uso são descomunalmente diversas, e arrisco dizer que o limite da auto-hipnose são apenas dois:

  1. A ausência de uma prática diária e constante; e,
  2. O exercício de sua criatividade e imaginação!

É imprescindível que você transforme a prática da auto-hipnose numa prática tão habitual e corriqueira quanto escovar os dentes e/ou tomar banho. Há um provérbio chinês que diz o seguinte: “Não basta dirigir-se ao rio com a intenção de pescar peixes; é preciso levar também a rede!”.

E de igual forma, é imprescindível que você exercite sua criatividade e imaginação no que tange à prática da auto-hipnose.[5] É mais simples do que parece e você jamais vai perder algo exercitando a criatividade e a imaginação! 😉

Tendo definido sua intenção, crie e decore três sugestões diferentes que correspondam à sua intenção. Quanto mais sucinta, curta e direta, melhor para decorá-las e repeti-las em auto-hipnose, mas que sejam criadas com palavras diferentes tendo o mesmo intuito, a mesma intenção.

A título de exemplo, farei uso da “Máxima de Coué”, que é uma excelente sugestão genérica. A frase consagrada é esta:

“A cada dia, sob todos os pontos de vista, vou cada vez melhor.”

Émile Coué, psicólogo e farmacêutico francês.[6]

Digamos que meu objetivo seja me tornar uma pessoa melhor (e estou evitando especificar propositalmente) e vou criar minhas sugestões. Eu poderia utilizar estas variantes da frase original acima:

  1. Independente do que aconteça, estou melhorando cada dia mais;
  2. Todos os dias, em todos os aspectos, me saio cada vez melhor;
  3. Estou me tornando a cada dia que passa, independente do que aconteça.

Perceba que são frases curtas, fáceis de decorar e que se mantém fiéis à minha intenção original.

Voltarei a falar mais sobre sugestões no passo quatro. Por ora, prossigamos para o segundo passo!

2. Preparação

Apesar de o primeiro passo ter certa relação com o segundo passo, a preparação, gosto de separá-los por questões práticas. Aqui neste segundo passo, é preciso preparar-se para a auto-hipnose!

Por questões diversas envolvendo a biologia e o funcionamento do organismo humano, é sabido que nosso corpo tem o hábito de criar padrões para poupar energia. Nosso cérebro é um órgão pequeno mas consome aproximadamente 20% da energia corporal e, ao executar padrões, o gasto energético é menor. Tanto é que muito provavelmente você escova os dentes, escova os cabelos, faz a barba, toma seu banho sempre na mesma ordem e posição, com a mesma mão, levando aproximadamente o mesmo tempo na execução dessa tarefa todo santo dia (e há diversos outros exemplos de ações como essa, como a mão que segura o talher, a forma como se veste para sair de casa nos dias de trabalho e nos dias de folga, etc.)

Neste caso, precisamos criar um novo padrão, e para que isso ocorra, é preciso conscientemente dedicar tempo, repetição consciente, prática e mais dedicação. Com o tempo (e a repetição), praticar auto-hipnose se tornará tão natural quanto escovar os dentes e/ou qualquer outra tarefa repetitiva que você execute sem muita dedicação consciente devido à mecanicidade do ato.

A preparação é o que nos levará ao ato em si, então é preciso, inicialmente, seguir alguns passos para isso. Há várias formas de praticar a auto-hipnose e, dependendo da forma escolhida, a preparação pode sofrer alterações. A forma que mais gosto de ensinar aos meus clientes devido à facilidade e simplicidade de preparação é chamada de “A Posição do Cocheiro”, e que algumas pessoas podem conhecer também por “A Postura do Faraó”!

O Dr. Gerald Epstein, em seu sensacional livro intitulado “Imagens que Curam” descreve a postura do Faraó maravilhosamente bem, então transcrevo aí abaixo o trecho em que ele explica e, diga-se de passagem, ao ler o termo “imagem/imagens” na descrição abaixo, entenda-se também “auto-hipnose”! 😉

O CORPO E O TRABALHO COM IMAGENS

A postura de corpo mais eficaz para o trabalho com imagens é a que eu chamo de Postura do Faraó: use uma cadeira com braços e de espaldar reto; sente-se com as costas retas e os braços pousados confortavelmente, as mãos abertas, com as palmas voltadas para baixo ou para cima, como você preferir. As solas dos pés devem estar plantadas no chão. Você não deve cruzar as mãos nem os pés durante o exercício, nem eles devem estar em contato com nenhuma outra parte do seu corpo. Esta disposição de pés e mãos faz parte da técnica de manter sua consciência sensorial longe dos estímulos externos.
Posição recomendada para praticar as visualizações
Através dos tempos, a postura do faraó vem sendo utilizada por monarcas que buscam orientação interna antes de tomar uma decisão. É uma postura que expressa a busca de uma orientação interna.

Uma cadeira de espaldar reto é a melhor opção porque a coluna ereta permite dar um caráter consciente à nossa atenção. Deitar, seja em posição horizontal ou reclinada, está associado a dormir e reduz o alto nível de consciência necessário à criação de imagens nítidas.

Sentar com a coluna ereta também melhora sua respiração: seus pulmões precisam dessa posição vertical para poderem se expandir completamente; e a respiração consciente, como todos os antigos médicos e curandeiros já sabiam, eleva o estado de alerta e a atenção para com os processos mentais. Nós nos tornamos mais sintonizados com nossa vida interna à medida que nos tornamos mais conscientes da nossa respiração.

Embora a postura do faraó seja a ideal para se trabalhar com imagens, há ocasiões em que as imagens têm que ser criadas instantaneamente — por exemplo, quando a pessoa está em meio a uma crise de ansiedade. Nessas situações, o trabalho pode ser feito de pé, onde quer que a pessoa esteja.[7]

Apesar de o autor orientar a utilização de uma cadeira com apoio para os braços, caso não haja essa opção, costumo recomendar que apoie as costas das mãos sobre a coxa, próximo da virilha, de forma que se torne desnecessário qualquer esforço consciente de manter os braços e mãos numa posição tal que “ocupe” a consciência além do necessário.

Assumindo essa posição antes do início da auto-hipnose (que se dará no terceiro passo), e tendo a intenção de praticar a auto-hipnose como aprendemos no passo anterior, estamos ensinando e mostrando para a nossa mente qual é o novo padrão que precisa ser estabelecido.

Finalize o passo da preparação tomando três respirações conscientes. E quando digo “respirações conscientes”, significa que você não estará respirando no piloto automático, mas que você estará objetiva e propositalmente para iniciar uma ação. Essa respiração consciente só precisa ser realizada com atenção plena no ato de respirar: perceba o ar entrando pelas suas narinas (qual é a temperatura do ar quando entra?), chegando até seus pulmões e finalizando com uma exalação pela boca (qual é a temperatura do ar quando é exalado?).

É desnecessário se preocupar se está respirado profundamente ou não, mas se puder realizar uma respiração diafragmática, melhor será devido à utilização plena da capacidade dos pulmões, proporcionando assim mais e/ou melhor oxigenação do sangue e do cérebro, o que resultará em melhor bem-estar e tranquilidade. Você sabe que está fazendo uma respiração diafragmática quando a parte de baixo do seu ventre se infla com a inspiração e a parte superior do seu tórax se expande com a expiração. É tão simples que esse é o padrão normal e natural que deveríamos ter continuado a utilizar, pois essa é a forma como todos nós respiramos quando nascemos! Observe (ou lembre-se de) um bebê dormindo e perceba como ocorre sua respiração… essa é a respiração diafragmática que queremos praticar conscientemente aqui.

3. Aproveitamento

Chamo de “aproveitamento” o passo em que vamos realizar a indução, a entrada em auto-hipnose; é um passo simples, porém importantíssimo.

Tendo estabelecido sua intenção, seu objetivo a ser conquistado, alcançado e/ou adquirido e se preparado para este momento de solitude e dedicação exclusiva a você mesmo(a), é hora de aproveitar!

Devidamente posicionado como um faraó, lembre-se de (ou crie) um lugar seguro, um local onde você se sinta bem, confortável, seguro(a) e protegido(a), um local onde só você tem o controle do que acontece. Para muita gente, pode ser seu quarto de dormir, para outros, pode ser uma praia, um casebre no campo… o local específico é o que menos importa, o que realmente importa aqui é a sensação de segurança e bem-estar que este local lhe proporcione. Pra mim, Samej, meu lugar seguro é um local exclusivamente criado pela minha imaginação. Ali dentro, eu tenho todo o controle sobre todos os aspectos (se é dia ou noite, se está quente ou frio, se é campo ou litoral, etc.), e sempre que eu me imagino no meu lugar seguro, uma onda de paz e bem-estar se instala em minha pessoa.

Tendo essa imagem mental (seja criada ou lembrada de algum local físico) bem presente em sua mente, imagine que a porta que te leva até lá está “no andar de baixo”, e para chegar até lá é preciso descer uma escada contendo dez degraus.

Desça esses degraus na exata velocidade da sua respiração, nem mais rápido, nem mais devagar que a sua respiração. Porém, adicione algumas sugestões de relaxamento, sugestões que tem remetam a um estado de paz, calma, tranquilidade e serenidade… isso é muito pessoal e relativo para alguns, mas pode ser mais simples e ordinário para outros.

Uma forma que considero muito eficaz para realizar isso, é trazendo à minha mente as lembranças e/ou imagens que me remetam ao estado de relaxamento, como as que se experimentam num banho de banheira ou ofurô, a calma e tranquilidade que senti num fim de tarde gostoso, observando o pôr do Sol ou a segurança que sentia quando dormia na sala e meus pais me levavam para a cama no colo… escolha a melhor lembrança e mantenha aquela sensação em mente enquanto conta um número, inspira, sugere a sensação de relaxamento que escolheu, exala e passa para o próximo número, repetindo assim até o final dos dez degraus.

A ordem da contagem, se crescente ou decrescente, é irrelevante, mas sugiro que, se utilizar uma para entrar em auto-hipnose, utilize a outra para sair. Para mim, faz mais sentido aprofundar no relaxamento, então uso a contagem decrescente para entrar em auto-hipnose e crescente para sair dela. Aí abaixo tem um exemplo, mas lembre-se de utilizar as suas palavras, que remetem às suas sensações, pois hipnose é também uma comunicação efetiva (e não um feitiço para ser repetido ipsi literis, como se fosse um “abracadabra”) e, para se comunicar consigo mesmo(a), nada melhor do que as suas próprias palavras!

10… [inspira] cada vez mais relaxado(a)… [expira] 9… [inspira] beeeeeemmmmm relaxaaaaaddddooooo… [expira]
8… [inspira] a cada número que conto, mais e mais relaxado(a)… [expira] 7… [inspira] de cima para baixo… [expira]
6… [inspira] muito bem, assim mesmo… [expira] 5… [inspira] de baixo para cima… [expira]
4… [inspira] relaxando(a) ainda mais… [expira] 3… [inspira] quando chegar no último número… [expira]
2… [inspira] estarei plenamente confortável e relaxado(a)… [expira] 1! Agora, total e plenamente relaxado(a)! (Atravesse a porta para o seu local seguro.)

Imagine-se entrando em seu lugar seguro, assumindo uma postura e/ou posição que lhe traga e proporcione conforto e passe para o passo seguinte!

4. Sugestões

Este é o momento em que você começará a repetir mentalmente suas sugestões enquanto faz uso de sua imaginação para visualizar-se tendo já alcançado e/ou conquistado aquela intenção.

Faça isso sem pressa, apreciando as sensações que sua mente criativa está utilizando neste momento para experimentar, antever, perceber as sugestões presentes como se aquilo já fosse uma realidade. Eis aqui algo muito importante que poucos dão crédito e/ou a atenção necessária: exerça sua fé!

“Peraí Samej… fé?”, — você poderia me perguntar (e provavelmente se indagou ao ler essa minha afirmação) —, “Que negócio é esse? O que tem a ver fé com hipnose?”. Eu explico! 😉

O negócio é o seguinte: em primeiro lugar, exclua total e completamente qualquer relação que porventura tenha feito com algo religioso e/ou espiritualista! Tendo dito isso, vamos a explicação.

Utilizando um versículo bíblico unicamente para o pontapé inicial da explicação “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.”, (Hebreus 11:1). Este é o texto que muita gente aprendeu como significado para a palavra fé, porém, essa explicação pode não fazer tanto sentido àqueles que não tenham dedicado algum tempo ao estudo da Bíblia. Então vamos para o contexto etimológico da palavra:

é uma palavra que significa “confiança”, “crença”, “credibilidade”. A fé é um sentimento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.

Ter fé implica uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança. Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança de que algo vai mudar de forma positiva, para melhor.

De acordo com a etimologia, a palavra fé tem origem no Grego “pistia”, que indica a noção de acreditar e no Latim “fides”, que remete para uma atitude de fidelidade.

Significados.com.br

Logo, se fé pode ser entendido como ausência de dúvida, nós exercemos a fé em diversas ocasiões no decorrer do dia, pois marcamos reuniões, compromissos, tarefas e afazeres para mais tarde, amanhã, final de semana ou mesmo nossas férias. Há até aqueles que parcelam sua viagem de férias para pagarem mensalmente e viajarem lá adiante. Aí eu te pergunto: quem garante que daqui dez minutos você estará vivo(a)? 🤔

Você tem alguma condição palpável, verídica, verossímil e irrefutável de que daqui dez minutos, amanhã ou no final de semana você ainda estará vivo(a) para cumprir o que se propôs? Dificilmente, né? Isso pra não dizer que é impossível (que estaria mais perto da realidade de cada um de nós).

No dia-a-dia nós nos comprometemos conosco e com as demais pessoas fazendo uso da fé, crendo, acreditando, e tomando ações e atitudes para que nossas proposições se realizem. Essa é a fé que estou mencionando: acredite que o que você está sugerindo a si mesmo(a) se tornará realidade e, até que se torne, trabalhe para que aconteça, tanto dando continuidade à prática da auto-hipnose quanto realizando todos os demais passos sua intenção demande.

Lembre-se: “a (auto-)hipnose te ajuda a fazer mais rápido ou melhor aquilo que você já seria capaz de fazer sem ela!”.

5. Saída

Tendo realizado suas repetições das sugestões enquanto imagina/visualiza o resultado delas tendo sido alcançado por alguns minutos (você pode definir quanto tempo quer ficar em auto-hipnose, se 10, 15, 30 minutos ou o tempo que preferir, agendar um despertador, alarme ou utilizar uma sugestão para sair após o tempo previamente definido), vamos então para a saída da auto-hipnose, que também pode ser chamada de “dehipnotização”.

Semelhantemente ao processo de entrada, vamos aqui utilizar uma contagem, fazendo o caminho inverso ao que fizemos para o nosso lugar seguro. Imagine-se saindo do seu lugar seguro, fechando a porta e ficando de frente para aquela escada com dez degraus. Suba cada degrau a cada número, na mesma velocidade da sua respiração, intercalando sugestões de normalidade, bem-estar, alívio, tranquilidade e proatividade para o restante do dia.

1… [inspira] preparando para sair do transe… [expira] 2… [inspira] cada vez mais alerta e desperto… [expira]
3… [inspira] recuperando a normalidade psicológica… [expira] 4… [inspira] física… [expira]
5… [inspira] e emocional… [expira] 6… [inspira] quando chegar no último número… [expira]
7… [inspira] estarei plenamente alerta e revigorado(a)… [expira] 8… [inspira] totalmente capaz e em perfeitas condições para realizar minhas tarefas… [expira]
9… [inspira] totalmente livre de qualquer incômodo… [expira] 10! Acorda, total e plenamente seguro(a), calmo(a) e ativo(a)!

Abra seus olhos, movimente-se lentamente, levante-se e siga com suas atividades corriqueiras.


COMO SABER QUE ESTÁ HIPNOTIZADO?

É relativamente fácil compreender que se está hipnotizado. E eu disse “relativamente” porque é algo tão simples, tão comum, ordinário e normal que a maioria das pessoas ficam surpresas quando percebem que estar hipnotizado é algo tão simples.

Se você já viajou na maionese, pirou na batatinha, foi para o mundo da Lua ou se tem o hábito de ficar pensando na morte da bezerra, então você já pode chamar isso de “estar hipnotizado”.

Falo mais sobre isso no episódio 21 do podcast HP News: Como é o Transe Hipnótico… O que é isso?. Você pode ouvir o episódio no player aí abaixo, clicar no link acima para ir até o site, ou buscar o episódio no seu agregador de podcasts favorito.[8]

Utilizando o link acima, você também pode acompanhar a transcrição do episódio e/ou lê-lo ao invés de ouvi-lo! 😉

© HP News #021: Como é o Transe Hipnótico… O que é isso?


CONSIDERAÇÕES FINAIS

  • Com que frequência se deve praticar auto-hipnose?
  • Qual é o melhor horário do dia para praticar auto-hipnose?
  • Por quanto tempo devo permanecer em auto-hipnose?
  • Você recomenda utilizar gravações prontas ou fazer minha própria gravação para praticar auto-hipnose?
  • Devo repetir as sugestões em voz alta ou só mentalmente?
  • E se eu não puder ficar na posição do faraó no momento, o que eu faço?

Essas são algumas das perguntas que muita gente me faz quando se trata de auto-hipnose. E aqui nestas considerações finais quero abordá-las rapidamente.

Com que frequência se deve praticar auto-hipnose?

Há quem diga que para se atingir a maestria deve-se praticar algo em torno de 10.000 horas. Outros dizem que uma nova prática é devidamente assimilada após 30 dias de prática constante.

Independente dessas afirmações, é válido salientar que na realidade de muitos de nós, nossos afazeres diários nos tomam mais tempo do que o recomendado. Acredito que o ideal seria praticar tanto quanto praticamos o ato de escovar os dentes: três vezes por dia (no mínimo), e se você escova menos que isso deve rever essa falta o mais rapidamente possível. Nesse cenário, iniciar o dia com auto-hipnose logo ao acordar, após o almoço e no final da tarde (ou início da noite) seria o mais indicado.

Porém, nem todos terão disciplina suficiente para isso logo de início, então recomendo que, pelo menos uma vez ao dia você pratique sua auto-hipnose.

Mas caso você também não consiga praticar diariamente, esforce-se para praticar no mínimo três vezes por semana. E lembre-se: quanto mais prática, quanto mais repetições, quanto mais dedicação, maior é a probabilidade de você obter resultados melhores e/ou mais rápidos.

Sugiro inclusive que adicione os horários de sua prática da auto-hipnose à sua agenda (seja ela física, de papel, ou online, como a Agenda do Google). Torne a auto-hipnose numa tarefa que deve ser cumprida tanto quanto as demais tarefas importantes que você tem para cumprir no seu dia-a-dia!

Qual é o melhor horário do dia para praticar auto-hipnose?

Como afirmei ali atrás, o ideal seria praticar pela manhã, ao acordar, após o almoço (lembre-se da sesta que alguns países têm o hábito de praticar) e no final da tarde/início da noite (evite praticar como ensinado ali acima logo antes de dormir, caso contrário, você pode ter insônia; mais abaixo explico melhor).

Àqueles que praticam uma única vez ao dia, deem preferência para praticarem logo após acordar. Isso é muito vantajoso devido ao fato de estar com corpo e mente descansados, sem estresse, sem sono, e sem ter sido afetado(a) pelas atividades do dia.

Como disse dois parágrafos acima, evite praticar a auto-hipnose como descrito anteriormente logo antes de dormir. Há algumas coisas que podem dificultar a auto-hipnose para algumas pessoas, entre elas, o sono pode interferir e, ao invés de realizar auto-hipnose, pegar no sono e dormir; ou o cansaço e o estresse do dia corrido de trabalho pode atrapalhar sua atenção e concentração, diminuindo assim a efetividade daquela prática, ou ainda, você pode ficar tentado(a) a postergar para o dia seguinte devido ao cansaço e resultar em procrastinação, o que sabotaria a obtenção da sua intenção inicial.

Mas se mesmo assim você for praticar pouco antes de dormir, sugiro que ao invés de utilizar a postura do faraó, deite-se em sua cama com as costas para baixo, os braços repousados sobre o colchão ao lado do corpo (evite deixar braços e pernas cruzados para evitar que seus membros formiguem e tirem sua atenção) e proceda à indução normalmente. Na saída, durante a contagem, diferentemente do que está descrito lá acima, utilize sugestões que te direcionem para o sono habitual, relaxante, com bons sonhos (há até quem consiga escolher os sonhos que terá durante seu sono) e, ao pronunciar o último número, assuma sua posição habitual de dormir e bons sonhos! 😴

Por quanto tempo devo permanecer em auto-hipnose?

Isso é uma questão bem particular, e quem melhor pode responder isso é você mesmo(a), com base em seu cronograma diário de afazeres e ocupação.

Se você trabalha num local com horário fixo para entrada, almoço e saída, talvez seja adequado praticar quinze ou vinte minutos pela manhã, antes de sair para e/ou dar início ao trabalho no home-office, dez minutos no seu horário de almoço e mais quinze ou vinte minutos quando chegar em casa, pouco antes ou logo após o banho (o que melhor lhe aprouver).

Se você tem mais liberdade com seus horários, pode separar trinta minutos pela manhã e mais quinze minutos após o almoço e ao final do expediente.

Se vai praticar apenas uma vez por dia, sugiro fortemente que pratique por trinta minutos logo após acordar.

Vale dizer que nada do que disse aqui neste tópico é regra; são apenas considerações genéricas que observei no decorrer de 24 anos de estudo da hipnose. Mas você pode testar durações e horários alternativos periodicamente. O importante é gerar um novo hábito automático.

Com o tempo, você poderá alterar sua posição de praticar auto-hipnose, o tempo de duração, a intenção e a indução/dehipnotização para uma que lhe seja mais adequada e/ou em conformidade com a situação em que se encontra, como ônibus/metrô lotado, em uma reunião de negócios, na sala de aula, com os olhos abertos, etc. Como disse Horacio Ruiz, é questão de teoria e prática!

Você recomenda utilizar gravações prontas ou fazer minha própria gravação para praticar auto-hipnose?

Não, eu não recomendo fazer uso de gravações, sejam elas gravadas/preparadas por outros, online em podcasts, canais ou vídeos do YouTube e similares, ou até mesmo uma gravação feita por você.

Nada impede que você faça uso, e é até legal de escutar, porém, dentro do que eu entendo por “auto-hipnose”, é quando você mesmo está controlando (conscientemente) o que está ocorrendo durante a prática.

Uma coisa que eu particularmente fico desagradado é que, ao realizar auto-hipnose através de gravações, é o risco de você ficar “dependente” daquele método e, numa ocasião onde esteja sem acesso a gravação (por esquecimento, falta de energia, celular/computador desligado, etc.) não conseguir praticá-la por falta de hábito. Acredite, eu já presenciei caso de gente que estudou hipnose por anos não conseguir fazer auto-hipnose numa dada ocasião por estar sem o CD com a voz do Fulano de Tal utilizando a indução X com as sugestões Y. Claro que aproveitei para ensinar-lhe o método que apresentei aqui neste texto e ele ficou muito feliz por conseguir mesmo sem a “muleta” da gravação.

Devo repetir as sugestões em voz alta ou só mentalmente?

Nada impede que você pronuncie sua indução e/ou sugestões em voz alta, que fique bem claro. Porém eu, Samej, gosto de praticar utilizando minha voz mental (e sugiro que também faça assim).

Faço isso pelo seguinte motivo: aprecio demais a minha privacidade, então prefiro que ninguém ouça o que estou falando comigo mesmo e/ou sobre mim mesmo.

Outro motivo que me leva a preferir utilizar minha voz mental é que eu acredito que a minha voz presente dentro da minha cabeça é a minha verdadeira voz, (o que gera assim uma âncora auditiva), já que, em diversas ocasiões, minha voz proferida, a que utilizo para conversar com as pessoas, gravar podcasts e mensagens de voz, falar ao telefone, pode mudar de tempos em tempos por vários motivos, seja devido ao tabagismo, excesso de uso, inflamação, rouquidão, etc.

E se eu não puder ficar na posição do faraó no momento, o que eu faço?

Se isso ocorrer logo no início da sua prática, sugiro que escolha horários de prática da auto-hipnose em que possa proceder como indicado até que você se habitue ao processo e comece a variar nas posições, locais e horários.

Se você já tiver alguma prática, se a auto-hipnose já está se tornando um hábito automático em sua vida, então você pode começar a utilizar sugestões que lhe dê mais autocontrole para entrar e sair do transe de forma segura (fisicamente falando, uma vez que na posição do faraó o equilíbrio é enorme), simples e objetivamente enquanto mantém também a atenção no que estiver fazendo (desde que não seja algo que comprometa sua integridade, então evite praticar auto-hipnose enquanto dirige, anda, controla maquinários e coisas do gênero. Tenha e aja com bom-senso!) e utilize coisas do seu ambiente em favor do seu transe auto-hipnótico, como o som do trânsito, o barulho da britadeira, as marteladas na reforma do vizinho, os latidos do cachorro no quintal, etc., mais ou menos assim:

Quanto mais o cachorro late, maior o meu autocontrole, mais hipnotizado, e mais relaxado eu fico…

Utilize as situações presentes no seu ambiente a seu favor, aproveite cada situação para validar e reforçar o que está sugerindo e fazendo.

Com o tempo de prática, você poderá entrar e sair da auto-hipnose a qualquer momento, bastando um pensamento! 😉


RECOMENDAÇÕES

Além dos textos, podcasts, vídeos e demais conteúdos que acrescentei a esse texto através de links e notas de fim, quero aqui fazer mais algumas recomendações de materiais onde você encontrará uma boa base teórica sobre a hipnose de forma geral, que lhe proporcionarão mais e/ou melhores condições de aplicar à sua prática da auto-hipnose.

Na minha publicação sobre Hipnose no Medium tem muitos textos com artigos e usos diversos da hipnose, visite e conheça:

  • Livros sobre hipnose que eu recomendo
    Há muitos bons livros sobre hipnose e no link acima você encontra sete recomendações. Uma delas é “Hipnose Não Existe? Monstros e Varinhas de Condão”, de Steven Heller, Ph.D. e Terry Lee Steele. Apos algumas leituras, (sim, no plural), neste divertido livro, você começará a ter mais e maior entendimento sobre como reconhecer e utilizar a hipnose em diversos contextos corriqueiros, como num jantar com amigos no restaurante, por exemplo.

  • Outro livro, mas este específico sobre auto-hipnose, é “Mude a Sua Vida com a Auto-Hipnose”, do meu amigo psicólogo e hipnoterapeuta português Miguel Cocco.
    Neste link, você pode conferir um trecho do livro que fala sobre a prática do Mindfulness aliada à auto-hipnose e também obtém mais informações sobre o livro!


CONCLUSÃO

Aparentemente o texto ficou bem extenso (o famoso “textão”), mas acredito que tenha conseguido cobrir a superfície do básico sobre auto-hipnose.

Desejo honestamente que você tenha sucesso em suas induções auto-hipnóticas e me coloco à disposição para tirar alguma dúvida. Para isso, sugiro que utilize o campo de comentários abaixo ou, caso não haja campo de comentários, entre em contato comigo no Telegram: t.me/SamejSpenser.
Lembre-se apenas de informar logo no início que veio em decorrência deste texto para que eu evite confundir-lhe com os odiáveis perfis propagadores de spam! 😛

Grande e forte abraço e, até o próximo transe! 🌀


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NOTAS

  1. No podcast HP News - Hipnose ao pé do ouvido!, você pode ouvir o 4º episódio, chamado Analogia entre a Hipnoterapia e o GPS, que pode completar a compreensão deste trecho! Confira aqui:
    hpnews.com.br/_eps/ep04.html.
  2. Transcrição manual feita por Samej Spenser do trecho 00:16:40 da Live “HYPNOlive N.°1”, realizada no dia 15/12/2020.
  3. “intenção”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/inten%C3%A7%C3%A3o [consultado em 25-07-2021].
  4. “intenção”, in Dicio, Dicionário Online de Português, https://www.dicio.com.br/intencao/ [consultado em 25-07-2021].
  5. Neste link, você pode ouvir um episódio de 2018 do podcast BallasCast, trata-se do do episódio 80, que traz “10 Dicas de Criatividade”.
    Procure colocar em prática o que é sugerido ali e lembre-se: “VOCÊ É CRIATIVO! VOCÊ É CRIATIVO! VOCÊ É CRIATIVO!”.
  6. No podcast HP News - Hipnose ao pé do ouvido!, você pode ouvir o 19.º episódio, chamado As Três Leis da Sugestão, que pode completar a compreensão deste trecho, explicando quem foi Émile Coué e sua importância para a auto-hipnose! Confira aqui:
    hpnews.com.br/_eps/ep19.html.
  7. Trecho retirado do livro “Imagens Que Curam - Guia completo para a Terapia pela Imagem”, de Gerald Epstein, M.D., Ed. Xenon, 9.ª Edição, 1990, pp.45-47.
  8. Utilizando o link a seguir, você será levado para uma página onde pode encontrar uma série de agregadores como o Podcast Addict, Apple Podcasts, Spotify, Google Podcasts, Deezer, e mais alguns:
    pod.link/HPnews