Êxtase

© Fonte (imagem): Google Imagens

Samej viajou à uma pequena cidade do interior paulista para refazer-se da estafa metropolitana.

Estiva Gerbi não possui nenhum ancião ou príncipe, o que era conveniente ao vampiro.

Através da rede internacional de computadores, Samej conheceu uma vampira chamada Clara. Começou a corresponder-se com a mesma através de recados num site de relacionamentos e serviços de mensagem instantânea, onde logo descobriram afinidade e simpatia mútua.

No decorrer das noites, as conversas prosseguiram, aumentando rapidamente seus interesses.

Alguns meses depois trocaram telefones e, conversando animadamente, decidiram encontrar-se. Haviam se visto apenas duas vezes, por fotos.

Samej montou em sua Harley-Davidson, em uma sexta-feira e rumou para Rio Claro, cidade onde Clara mantinha residência.

Ao chegar a Rio Claro, Samej rodeou a praça central três vezes e estacionou a Harley em uma das vagas destinadas aos carros, na lateral direita da igreja matriz.

Por seu porte nobre e trajes, Samej chamou muito a atenção dos presentes. Sobretudo negro, de couro, uma camisa de seda também negra, que proporcionava um brilho e som característico desta fazenda. Uma calça tipo “cargo”, camuflada em tons de cinza e negro, com bolsos nas laterais das pernas, e finalizando, um par de coturnos nos pés e braceletes de couro negro nos antebraços.

Samej buscou com sua visão periférica a vampira que encantava seus sonhos. Nada tendo encontrado, resolveu caminhar. Circulou a praça, começando pela frente da igreja, e onde quer que passasse, todos saíam de seu caminho, dando-lhe passagem. Ao contornar a praça, tendo passado pela parte de trás da igreja, aproximou-se novamente de sua moto, quando notou uma movimentação no ar, logo atrás de si.

— Caríssima!

— Não é fácil te surpreender então! — exclamou Clara.

Virando-se para trás, Samej pronunciou:

— Por um lado, sim! Mas por outro…

— Que quer dizer?

— Ninguém me surpreende pelas costas! Mas por todos os deuses, nada neste mundo me surpreendeu mais que a beleza com que te abençoou Afrodite!

Neste momento, se Clara fosse uma humana, com certeza o sangue lhe subiria à face.

À sua frente, Samej via uma figura completamente espetacular. Cabelos louros, compridos e levemente cacheados, ostentando um brilho completamente sobrenatural. A pele, alva como o leite, fazendo com que as veias de seu pescoço, levemente azuladas, se destacassem. Pescoço este, de uma delicadeza própria das bonecas de porcelana, provenientes da França do século XIX. Seus olhos, verdes como o broto da laranjeira. Emanava da vampira Clara, um inebriante perfume da flor da mesma árvore.

Ela estava usando uma bota negra, de cano alto, uma calça de viscolycra preta, um corpete vermelho com um decote bem pronunciado, e finalizando, um sobretudo preto, aberto.

Ficaram se olhando, demoradamente, satisfazendo um desejo há muito reprimido. Abrindo seus braços, o vampiro sussurra:

— Clara…

E, correndo de encontro aos braços de Samej, Clara o abraça, afundando seu corpo junto ao vampiro.

Os transeuntes que estavam mais próximos ao casal, ficaram admirados com o que viram. Como se a gravidade não os afetasse, moviam-se com uma graça e leveza sobrenaturais, quase que pairando no ar, rente ao chão.

Samej então convidou a vampira para sentarem-se e conversarem. Clara apontou um barzinho, que tinha suas mesas e cadeiras no passeio.

Tendo tomado seus lugares em uma mesa afastada das demais. O garçom logo chegou para tirar o pedido. Samej pediu dois “Blood Mary’s” e um cinzeiro. Assim que o mesmo saiu, o vampiro acendeu seu charuto Romeo & Julieta nº 3.

— Você é muito diferente dos outros vampiros que conheci. — comentou Clara. — Você bebe, fuma e age de modo que nunca vi nenhum vampiro agir!

— Sim, realmente sou diferente! Simplesmente ajo como um humano, — deu uma tragada demorada no charuto — passando por tal, sou classificado como excêntrico. Isso ajuda em meu disfarce. — soltou então a fumaça azulada do charuto em forma de círculos no ar.

Neste instante, chega o garçom trazendo o pedido solicitado.

— Como você consegue beber isso? Só de pensar, meu estômago já embrulha.

— Caríssima, lembre-se! “Disfarce”.

Utilizando-se de sua incrível velocidade vampírica, e de modo que até Clara se espantou, Samej sumiu por frações de segundos, levando consigo os dois copos e retornou tão rápido que, aos olhos da vampira, pareceu que Samej apenas movimentou-se em sua cadeira.

— O que aconteceu? O que você fez? — indagou Clara, com olhar de admiração.

— Beba seu drinque! — ofereceu Samej, levando seu copo à boca e ingerindo o conteúdo do seu próprio copo, deliciando-se.

— Não! Não consigo provar nada que não seja sangue.

— Confie em mim, prove e garanto que vai gostar!

Samej estava se divertindo como há muito não fazia.

Receosa, Clara provou seu Blood Mary.

— Sangue! Mas como…

— Simples, meu anjo. Sempre levo em minha motocicleta uma boa garrafa térmica. Quando estava chegando à cidade, cruzei com um mochileiro sozinho na estrada. Colhi seu sangue, enchi a garrafa. Neste instante, substituí o conteúdo de nossos copos pelo sangue fresco e quente do mochileiro. Melhor que isso, só beber direto na fonte.

Ambos riram muito e voltaram a conversar.

— Não canso de me surpreender contigo, vampiro duma figa! — Brincou Clara — quando penso que já estou me acostumando contigo, você aparece com mais uma!

Riram muito.

— Conte-me mais sobre você, — pediu a vampira — de onde é, o que fazia, qual sua ocupação?

— Bom, por onde devo começar… Sou judeu, da cidade de Belém, se você já leu a Bíblia, entenderá. Nasci em 627 a.C. Fui capitão do exército de Gideão, quando fui abraçado por Meujael, um vampiro antediluviano, descendente direto de Caim, filho de Adão, o primeiro homem.

Como fui vampirizado à força, meu ódio me alimentou em minha prisão durante um mês, ocasião em que neguei o fato de ter-me transformado em um ser das trevas. Neste mês, recusei, duas vezes por semana, a provar o sangue das vítimas que Meujael me trazia. Creio que não preciso explicar que um vampiro tem que se alimentar no mínimo duas vezes por semana para manter-se vivo, concorda?

— Ora Samej, vocês está falando com um ser de vários séculos. — respondeu Clara.

— Até hoje, — continuou Samej — trago as marcas das cadeias de prata que me prendiam naquela caverna. Uma das finalidades destes braceletes é ocultar as cicatrizes — e afastou os braceletes, deixando à mostra as marcas de queimadura provocada pelo contato prolongado com a prata em seus pulsos.

Quando Meujael julgou-me debilitado demais para tentar qualquer tipo de ação, libertou-me de minhas cadeias, com o intuito de abandonar-me à morte certa. Até hoje, não consegui descobrir de onde tirei força suficiente para subjugar Meujael.

— Como você afirmou no início, — comentou Clara — o ódio que você alimentou e nutriu, pode ter sido o catalisador de sua força, somado ao efeito surpresa.

— Sim, você deve ter razão. Continuando… O primeiro sangue que provei, foi o sangue de um vampiro ancião e, neste momento, a sede falou mais alto… suguei todo o sangue maldito do vampiro Meujael.

Acredito que a “mutação” que ocorreu em mim, tenha sido estimulada neste momento. Todo o conhecimento, toda a força e poder de Meujael me foram entregues nesta hora.

Eu possuía uma família, e assim que dei cabo à “não-vida” de Meujael, fui até a minha casa.

Minha esposa estava grávida quando fui convocado à guerra, e chegando a casa, ouvi o choro de uma criança, meu filho já devia ter nascido.

Entrando no quarto, fiquei surpreso, como era lindo aquele menino… — neste momento, a vampira presenciou uma cena inédita. Dos olhos do Duque de Bristol, Samej Spenser, correram lágrimas de sangue.

— Como se chamava seu filho?

— Abimeleque… este era seu nome! Pela primeira vez na “vida”, senti medo. Ao segurar em meus braços — e fez o gesto de quem segura um bebê — aquela linda criança… o medo da sede maldita invadiu-me de tal modo, que temi pela integridade física de minha esposa e filho.

Naquela mesma noite fugi da minha cidade, fugi para bem longe, o mais longe que pude, mas continuei, durante alguns séculos, no oriente médio.

Séculos depois, quando parti para a Europa, tornei-me um cosmopolita. O restante é história.

Clara retirou um lenço branco de seda de seu bolso interno do sobretudo, e enxugou as lágrimas de sangue negro que secavam no rosto de Samej.

— Realmente, você é diferente. Mas deve haver algo mais, digno de nota, para justificar esta singularidade patente em ti.

— Sim. Há mais uma única coisa que me faz singular perante todos os vampiros que já existiram e que virão a existir.

— O que é? Estou curiosa!

— Há pouco menos de 2000 anos atrás um fato marcou a história do mundo.

— O que?

— Cristo. Ele morreu na cruz do calvário!

— Você conheceu Jesus Cristo? — espantou-se a vampira — Incrível! Como ele era? O que diz na Bíblia é verdade mesmo?

— Calma vampira. Isso não vem ao caso agora. Não tive muita ligação com o Nazareno, mas assim que José de Arimateia retirou o Seu corpo morto do madeiro, todos os que pranteavam o Falecido acompanharam o féretro até Sua sepultura.

Eu estava em meu sono vampírico e não pude acompanhar todos os fatos daquele dia fatídico.

Mas assim que soube do ocorrido, fui até o Gólgota e vi o madeiro vazio, estava sozinho e, reparei que o sangue de Jesus ainda estava fresco, escorrendo pela cruz. Não resisti à curiosidade e sede, e lambi parte daquele sangue, o sangue de Jesus, o Cristo. Até hoje, não sei dizer o quanto sou diferente, mas posso realizar coisas que ninguém mais pode e ao mesmo tempo, não tenho controle sobre isso.

— Por todos os deuses… você ingeriu o sangue de Jesus Cristo… isso é fantástico!

— Resumindo, acho que sou um pouco diferente, certo? — brincou Samej.

Clara já havia terminado seu “Blood Mary” e estava animadíssima.

— Aceita mais um drinque? — sugeriu Samej — Uma saideira?

— Sim, claro! Por que não?

Samej pediu mais um drinque, e até o término deste, conversaram sobre amenidades.

— Vamos até minha casa? — sugeriu Clara.

— Com prazer, a noite é uma criança!

Clara tomou seu lugar na garupa de Samej, fazendo questão de agarrar-se firmemente na cintura do vampiro.

Ao arrancar com a moto, Samej acelerou de tal modo, que a moto empinou. O sobretudo de Clara balançava livremente ao sabor do vento.

— Topa fazer uma “boquinha”? — sugeriu Samej.

— Com certeza! Quem escolhe, você ou eu?

— Escolha você, tu serás minha anfitriã, deixarei que escolhas.

Tendo saciado a sede de sangue com um jovem casal em uma rua escura, dirigiram-se ao apartamento de Clara.

Samej estacionou sua Harley ao lado da Hummer de Clara, numa ampla garagem. Clara residia em um condomínio de luxo, destinado às classes mais abastadas da cidade. Os apartamentos, um por andar. Mas a vampira era dotada de muita classe, a ela pertencia o melhor apartamento, a maior cobertura.

Subiram diretamente aos aposentos de Clara.

— Meus parabéns, Caríssima! — congratulou Samej.

— Por que me parabeniza, querido?

— Mesmo entre os vampiros, aplica-se um ditado humano: “Rico tem veia artística, enquanto pobre tem varizes”! Já conheci anciões, portadores de até um milênio que não possuíam o bom gosto e a fineza que se lhe mostra e torna-se tão evidente em ti a cada minuto que passo contigo.

— Ora Samej… desculpe-me, mas sem falsa modéstia, você tem razão! Tanto é que, devido a isto escolhi você para estar comigo aqui hoje.

— Oh! Participei do BBVB? Onde estão os outros participantes, e as câmeras?

— BBVB? O que é isso?

Big Brother Vamp Brasil! — brincou Samej.

Rindo até não mais poder, Clara saltou sobre Samej, que a agarrou em pleno ar e lançou-a sobre a cama. Samej flutuou como uma pluma ao vento, até a vampira e deitou-se ao seu lado. Samej notou a maciez daquele lençol de seda, como se fosse utilizado pela primeira vez; a cor… a cor do mesmo chamou muito a atenção do vampiro. Lembrava-lhe as nuvens de uma tempestade, e o brilho que do lençol emanava, pareciam-lhe os raios do Sol, subjugados por tais nuvens.

— Então estava eu participando de um concurso sem saber? Como fui inscrito?

— Você participou e venceu, no concurso da minha vida. — confidenciou Clara — Por anos intermináveis procurei por um vampiro para compartilhar minha eternidade. Você foi inscrito por sua singularidade. E, atualmente, com o advento da internet, minha busca tornou-se mais proveitosa, e desta maneira, cheguei a ti.

— Vamos parar de gracejos — pediu Samej — desfrute, goze agora daquilo que tens almejado nos últimos séculos.

Tendo dito isto, Samej enlaçou-a, puxando-a para mais perto de si e em meio a beijos e carícias, sussurrou-lhe ao pé do ouvido:

— Caríssima… esta noite, sou só seu!

E beijou-a sofregamente, sendo beijado e abraçado com reciprocidade.

Como era de se esperar, gradativamente as carícias foram esquentando e com o calor fornecido pela vitae recém ingerida, multiplicado pelo atrito de seus corpos, esfregando-se e, finalmente, somado ao desejo que os tomava; foram-se despindo um ao outro. Samej, rapidamente escondeu sua faca Kukri sob o travesseiro de penas de gansos. Clara, por sua vez, imitou-o, levando para debaixo do travesseiro, sua adaga de prata.

Samej permitiu que Clara o desnudasse e após o cumprimento desta tarefa, o vampiro notou um ar de aprovação na face da vampira. Samej então se adiantou e deitou-a novamente sobre os lençóis; movimentando-se como um ofídio, deslizou sobre o corpo de Clara até chegar a seus pés. Descalçou-lhe as botas e as meias e, beijando vagarosamente e com muita delicadeza os seus pés, subiu com suas mãos à frente, que se movimentavam como um par de aranhas pelas pernas de Clara que, agarrada aos lençóis, gemia de ansiedade e prazer.

Chegando enfim ao fecho da calça da vampira, continuava ainda a acariciar-lhe os pés, tendo agora flexionado a perna esquerda da vampira para que desabotoasse sua calça. Vez ou outra trocava os pés de Clara, de forma que cada milímetro da vampira fosse suavemente acariciado igualmente.

Samej puxou a calça de Clara, revelando uma lingerie vermelha, de uma fazenda bordada por rendas. Os olhos de Samej acenderam-se conforme sua libido aumentava com a estonteante visão.

Samej subiu lambendo a parte interna das pernas da vampira. Quando se aproximou, a menos de uma polegada da genitália de Clara, Samej desviou suas carícias orais, mas não antes de ter visto pulsar, rápida e descompassadamente, a vulva ainda sob a lingerie, liberando um líquido viscos e característico deste maravilhoso órgão feminino.

Passou então a mordiscar e lamber a região pubiana, subindo vagarosamente em direção à caixa torácica da vampira que, mesmo sem a necessidade de respirar, arfava freneticamente. Próximo ao umbigo, Samej levantou-se e sentou-se, trazendo consigo a vampira, que começou a beijá-lo loucamente.

Em meio aos beijos de Samej, Clara sentiu seu corpete sendo retirado, deixando à mostra seus seios intumescidos e rígidos.

Samej deitou-a novamente e voltando a seu umbigo, tornou a lambê-lo, enquanto sua mão esquerda subia em direção aos já inchados mamilos da bela vampira Clara, que neste momento, estava inflamada por excitada paixão. A mão direita do vampiro subiu desde o seu joelho esquerdo, pelo lado interno da coxa torneada da vampira, indo lambuzar-se à já encharcada lingerie. Samej não poupou carícias, levando a vampira Clara ao delírio, ao êxtase e, sempre similar a uma serpente, deslizou seu corpo para cima do corpo da vampira, que o abraçou como o enfermo que se agarra à vida em seu leito de morte.

Samej, passando suas mãos por debaixo dos ombros de Clara, enroscou seus dedos nos sedosos cabelos da vampira e os puxou, fazendo com que ela levantasse a cabeça e exibisse seu inestimável e alvo pescoço. A vampira gemeu novamente e lançou-lhe as pernas sobre as costas do vampiro, que se postou como quem engatinha, ficando ambos como se estivessem lutando.

E na orelha de Clara, Samej sussurra:

— Tenha paciência, bela da noite, o ápice do prazer ainda está longe de acontecer!

— Filho das trevas… Cão do inferno… o prazer que me proporcionas ultrapassa as barreiras da imaginação… nem mesmo a minha morte e nascimento para a vida noturna assemelham-se com o que sinto. Desejas matar-me novamente? Suas carícias são mais afiadas que o aguilhão da espada de Kali! Tenha piedade de… AHH!!!!!

Neste momento, Samej cravou-lhe as presas em sua jugular, duplicando o já inimaginável prazer.

Samej mordia e lambia, maculando a alvura do pescoço de Clara com a púrpura de seu próprio sangue.

Afastou-se dos braços de Clara, imobilizando-os na cama rente ao seu corpo e, descendo em meio aos beijos, chegou a seus seios. Mordiscava-lhes, fazendo com que seus mamilos enrijecessem ainda mais, e também ali cravou seus caninos.

Repentinamente, Clara parou de movimentar-se, fazendo com que Samej afrouxasse seus braços. Permaneceu desta forma por mais alguns minutos, num frenesi descomunal até que, chegando Samej ao baixo ventre, o tempo pareceu parar. Com um olhar zombeteiro, segurando as nádegas da vampira, Samej rasgou, com os dentes, a lingerie vermelha, fazendo com que Clara parasse de respirar, antevendo e pressentindo seu clímax.

Samej, matreiro, mantendo o olhar fixo nos olhos da vampira, delicia-se no clitóris de Clara.

Não era mais possível suportar tamanho prazer, Clara, a bela vampira, deixou que seus olhos se injetassem e que seus caninos crescessem, libertando de seu interior um latente urro ferino, maximizando assim o prazer alcançado através de seus instintos sobrenaturais.

Samej, parando de lambuzar-se no gozo de Clara, olha-a novamente muito sério, como se quisesse ser obedecido, e diz:

— Olhe-me nos olhos! — e o brilho azulado sobrenatural de seus olhos, se fizeram mais hipnóticos do que nunca. — Eu vou contar até três…, e quando contar três…, o seu tato sobrenatural… ampliar-se-á dez vezes mais! 1… 2… 3!

E suavemente, Samej tocou com a ponta do dedo indicador sobre a vulva da vampira, que instantaneamente, entrou em choque. Com malícia no olhar e um sorriso sarcástico, arreganhou a boca, deixando à mostra os seus protuberantes caninos, e cravou-os nos grandes lábios da vampira.

Pressentindo que Clara não mais suportaria evitar seu orgasmo, com incrível velocidade, galgou em Clara, levando e levantando consigo, as tremelicantes pernas da vampira e introduziu seu membro, penetrando-a com força e delicadeza simultânea. Liberando dessa forma, conjuntamente, seus orgasmos latentes. Proporcionando desta forma, um prazer ininteligível e impronunciável.

Ao passar o efeito lancinante do ápice, ambos relaxaram-se, um nos braços do outro, sendo tragados ao sono vampírico com o raiar do Sol.

FIM.


  • Autor: Michael R. Souza (01 de agosto de 2007);
  • Fonte: Publicado originalmente no blog “Inutilidades Acumuladas”;